quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Começo agora, da segunda parte para a primeira, o que não sei ainda se será só um amontoado de palavras sem sentido, ou algo que valha a pena ter sido escrito e lido por quem quer que seja.

Não tenho a pretenção de chamar de LIVRO, mas por falta de uma outa palavra, humildemente o chamarei por ora de livro, cujo título já tenho O LABIRINTO DE NEVE.
23 de Janeiro 2013

Num dos inúmeros belíssimos filmes de Akira Kurosawa, MADADAYO – AINDA NÃO!! – um conta-se a história de um professor que durante 30 anos lecionou e agora se aposenta, e todos os anos seguintes de sua vida, longos anos, há uma festa de confraternização com esses alunos que o tinham como um mestre. Durante a festa todos faziam a pergunta: “MANDAKAI?” (PRONTO?), o que ele anos após anos respondia MADADAYO.
Á todas as pessoas, que de alguma forma, através de orações, pensamentos, palavras ou a mão estendida, meus mais sinceros e humildes agradecimentos por terem de alguam forma me ajudado a sair do inferno que estava.
Posso cair, mas jamais, jamais vou desistir de ao menos tentar me reerguer e continuar meu caminho, seja ele qual for.
Tive o que jamais nem ousei sonhar em ter e depois perdi, e perdi quem eu jamais imaginei perder um dia, mas nessa perda algo de bom veio e ainda virá. Mas tenho PLENA CONSCIÊNCIA de que quem eu perdi perdeu infinitamente mais, e aprendi, mesmo agora aos 40 anos, que a vida é feita de escolhas, somente isso.

“Não vou me deixar embrutecer
Eu acredito nos meus ideais
Podem até maltratar meu coração
Que meu espírito ninguém vai conseguir quebrar!”

Portanto: MADADAYO
Shalom

O PORQUE DESSE BLOG!

Partes do que sou, partes do que poderia ter sido se tivesse trilhado outro caminho, partes do desejo ser trilhando o caminho no qual estou, partes do que li, vi, senti, fiz e desfiz. 

Algo necessário nessa fase da minha vida onde tudo que existia de sólido se desfez como areia de deserto dentro de mim.

Aqui colocarei para fora da minha mente o que me atormenta, o que insiste em resistir, o que insiste e precisa sair para que alguém, seja quem for, saiba.